Por que é necessário falar sobre dor?

Você sabia que a Escola Villeroy tem um podcast? Sim! A cada quinze dias publicamos um episódio novo com um bate papo abordando temas variados sobre treinamento funcional e exercício físico de forma geral. Você pode conferir todos os episódios no Spotify da Escola Villeroy, ou aqui mesmo na página do podcast na nossa plataforma digital 😉 🎧

No episódio #04, que foi ao ar no dia 16 de setembro, nossos treinadores Natália Nunes e Bernardo Bock receberam o fisioterapeuta Eduardo Camargo e bateram um papo muito interessante sobre dor. Hoje queremos trazer alguns pontos importantes que foram debatidos, e salientar a necessidade de levantarmos esse tema no meio dos profissionais do movimento. Percebemos que a dor é muito pouco colocada em pauta entre profissionais de educação física, e entendemos que esse conhecimento qualifica muito a prática de atendimento ao público em geral, principalmente no contexto do treinamento funcional.


1. DOR É DIFERENTE DE LESÃO

Um dos mitos relacionados a esse tema é associar a dor a alguma lesão. É muito comum, principalmente em casos de dor crônica, que não tenha nenhuma lesão relacionada ao processo da dor. A dor crônica é considerada um processo multifatorial, portanto diferentes fatores irão influenciar na resposta à dor, e inclusive esses fatores serão particulares a cada pessoa, podendo ser diferente de indivíduo para indivíduo.

Se pensarmos sob uma abordagem mais tradicional do modelo biomédico, a dor normalmente tenderá a ser relacionada a lesão ou doença, e para tal diagnóstico um exame de imagem é logo indicado. Porém, o que se torna cada vez mais coerente é uma abordagem mais abrangente, preconizando o modelo biopsicossocial. Nesse pensamento são considerados vários fatores - biológicos, psicológicos e sociais - no entendimento da causa de determinada dor.

Durante o bate papo que rolou no podcast, o fisioterapeuta Eduardo trouxe que a dor é produto do cérebro, ou seja, mesmo que uma lesão esteja estabelecida em determinada região do corpo, existe um caminho através do sistema nervoso que levará a informação da dor chegar até o cérebro, portanto essa informação pode chegar de maneira diferente, pois muitos fatores irão influenciar. Por exemplo, se o indivíduo já teve aquela lesão antes, como ele trata a dor em geral, o contexto em que ele está envolvido, esses e outros tantos fatores irão interferir na resposta a dor desse indivíduo. O fisioterapeuta Eduardo ainda completa trazendo que a dor é muito mais modificável do que a lesão. A lesão, com tratamento ou de forma natural, será restaurada em determinado período de tempo, porém a dor pode permanecer, se tornando crônica, e aí uma grande variedade de fatores irão influenciar, mais comumente fatores psicológicos do que propriamente físicos.


2. NA DOR, O MOVIMENTO É MAIS INDICADO QUE O REPOUSO

Outro mito que existe nesse assunto é pensar que, quando há dor permanecer em repouso por determinado período auxiliará a diminuição ou desaparecimento dessa dor. Outro tópico que vem se tornando consenso entre profissionais do movimento é que o exercício físico bem orientado é capaz de reduzir ou eliminar a dor.

Quando pensamos que o sedentarismo é uma das principais causas de dor lombar crônicas, fica muito claro pensar que o movimento pode ser o "remédio". Outro caso que pode ser citado, dores no joelho, exercícios para reforço de membros inferiores será o melhor aliado no processo de desaparecimento desse tipo dor. Até mesmo pensando em processo de reabilitação de dor aguda, hoje há profissionais de Fisioterapia muito qualificados que utilizam a cinesioterapia como principal abordagem no tratamento, defendendo o movimento precoce, muito bem controlado e orientado.

Percebemos que os profissionais de educação física precisam, cada vez mais, estar qualificados para atender o público em geral que chega até os centros de treinamento com quadros de dor crônica. Muitas vezes os alunos chegarão contrariados, pensando que o exercício irá piorar a dor, ou com uma ideia prévia que os exercícios precisam ser de baixíssima intensidade, desenvolvendo uma situação muitas vezes de cinesiofobia. Todos esses fatores contribuem para a ideia que o repouso é a melhor estratégia. Cabe ao profissional entender todo esse pensamento do aluno, e aos poucos, com o conhecimento adequado conduzir o aluno para evolução psicológica e física, melhorando o quadro de dor.


3. APROXIMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE EDUCAÇÃO FÍSICA E FISIOTERAPEUTAS

Por fim, durante o podcast falamos sobre a importância da aproximação entre profissionais de educação física e fisioterapeutas. Entendemos que a fisioterapia tem muito a acrescentar ao educador físico, e a educação física ao fisioterapeuta.

A boa relação entre esses profissionais irá agregar valor a atuação do educador físico, principalmente no contexto do treinamento funcional, e também ao fisioterapeuta, prioritariamente na periodização do tratamento e na cinesioterapia. É quem será o aluno/paciente que receberá estratégias mais assertivas no treinamento/reabilitação.


Agora que você já sabe alguns pontos importantes que foram debatidos no episódio 04 do Podcast da Escola Villeroy, que tal ouvir o bate papo na íntegra. Faz um café, clica aqui, dá o play e confere! 😉 🎧

Não esqueça de nos contar o que achou, e também qual a sua experiência com o manejo da dor em seus alunos/pacientes.


🔗 Indicações:

- Episódio #04 Podcast Evolução em Movimento

- Instagram fisioterapeuta Eduardo Camargo @fisioeduardoc

- Instagram @explicandoador



Texto por

Natália Nunes

Coordenadora Geral Escola Villeroy

📧 natalia@timevilleroy.com.br

@nataliamsnunes

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