Funções Articulares

Atualizado: 4 de Set de 2020

“Se você ainda não está familiarizado com a teoria articulação por articulação, esteja preparado para dar um salto quântico no seu processo de pensamento.”

(Michael Boyle)

Salto quântico, é assim que Boyle se refere a transformação no processo de pensar o treinamento físico que a teoria articulação por articulação, por ele chamada, é capaz de proporcionar. Hoje, não existe pensar o treinamento físico, sem pensar em funções articulares. Existem muitos bons métodos de treinamento funcional no mercado, cada um com suas características e ideias próprias, porém um dos pontos que todos eles têm em comum é o olhar aprofundado para as funções articulares.

O respeito à função prioritária da cada articulação é uma das ideias bases do treinamento funcional, e foi abordada pela primeira vez pelo fisioterapeuta Gray Cook. Boyle cita que, segundo Cook, “o corpo é apenas uma pilha de articulações, e cada articulação ou série de articulações tem uma função específica e está propensa a níveis previsíveis de disfunção, em consequência disso, cada articulação possui necessidades de treinamento particulares” .

A ideia é simples, cada articulação possuem uma característica primária - ou mobilidade ou estabilidade.

Mobilidade:

liberdade de movimento em segmentos móveis, englobando tanto amplitude articular de movimento quanto

flexibilidade tecidual e muscular.


Estabilidade:

habilidade de controlar o movimento na presença de força, tensão, carga e movimento

Dessa teoria surgem os padrões de movimento comuns ao ser humano, que percebemos ao longo do desenvolvimento do bebê, e hoje utilizamos no treinamento funcional. Boyle ressalta que ao longo das duas últimas décadas passamos da estruturação de treino a partir de músculos (fazendo menção a musculação), para a estruturação e o pensar o treinamento físico a partir de padrões de movimento.

Cada articulação respeitando a sua função viabiliza a melhor qualidade do movimento, otimizando a eficiência do exercício e mais, prevenimos sobrecarga e compensações de estrutura adjacentes. Pois a partir o conhecimento das funções articulares, avançamos para a análise das relações entre essas articulações, ou seja, como a disfunção de uma articulação pode influenciar negativamente no comportamento de outra.

Os padrões de movimento e a relação entre articulações é assunto para nossos próximos posts.


Você que trabalha com treinamento funcional e ainda não voltou sua atenção para funções articulares, fica aqui a nossa dica: esse conhecimento irá potencializar a sua prática. Já para você que quer conhecer mais sobre o treinamento funcional, estudar as funções articulares é um ótimo começo. E você que já tem esse conhecimento e aplica na sua prática, conte pra gente como essas ideias te auxiliam 😁



📚 Referências:

Boyle M. Avanços no treinamento funcional. Artmed, 2015.


Texto por

Natália Nunes

Coordenadora Geral Escola Villeroy

📧 natalia@timevilleroy.com.br

@nataliamsnunes


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