Dor lombar e Mobilidade de Quadril 1/3

Atualizado: 14 de Set de 2020

No post anterior trouxemos o tópico das funções articulares (caso você ainda não tenha visto, dá uma olhada😉). Falamos sobre a importância do profissional entender que cada articulação tem uma característica primária, e identificar (ou fazer a busca) essa característica ao longo do processo de treinamento. Finalizamos o post mencionamos que além desse entendimento, o profissional que aplica o treinamento funcional deve ser capaz de compreender a relação entre as articulações, principalmente as articulações adjacentes.

Então, hoje levantamos um tema bastante relevante dentro da nossa prática diária, a dor lombar. Sabemos que a dor lombar crônica tem característica multifatorial, ou seja, não temos apenas um fator que determina o aparecimento (ou a permanência) da dor, podemos ter inúmeros elementos, inclusive fatores biopsicossociais, contribuindo para esse processo. Porém, estar em movimento vem se tornando um consenso entre bons profissionais do movimento quando pensamos em alunos com dor lombar crônica.

Em um contexto de treinamento físico, quando pensamos em alunos com dor alunos é muito comum nos depararmos com a direta relação de falta de força, resistência e estabilização da musculatura do core (Hu et col., 2017). Esta relação está correta, e é a mais difundida. Mas queremos chamar atenção para um olhar mais profundo sobre essa questão. Está ficando cada vez mais clara a relação entre a baixa mobilidade de quadril e a dor lombar. O pensamento é simples, se o quadril não consegue se mover com liberdade, em um amplitude adequada, a lombar irá compensar esse déficit, tendo que se mover em excesso em movimentos que deveria estar fornecendo a estabilidade.

Alguns estudos alcançaram bons achados sobre esse relação. Mellin e col. (1988) encontraram correlação negativa entre o nível de dor lombar e a mobilidade de quadril, ou seja, quanto menor a mobilidade, maior a dor. Ainda, Winter (2015) trás que um programa de exercícios de mobilidade de quadril podem reduzir de forma significativa a dor lombar. Estes estudos serão abordados de forma mais profunda em nossas próximas postagens, bem como exercícios de mobilidade de quadril.

Portanto, quando se deparar com alunos com dor lombar, além de enfatizar o trabalho de estabilização de core, invista um bom tempo em exercícios de mobilidade de quadril. Com uma boa orientação, um processo de progressão adequado e bem conduzido pelo profissional, esses exercícios irão auxiliar na redução das dores, melhora na qualidade de vida, e aumento na eficiência do treinamento.

Fala pra gente, qual sua visão é experiência nesse assunto?


📚 Referências:

Winter. S. J Back Musculoskelet Rehabil 2015; 28(4):811-25

Mellin et al. Spine Phila 1988 Jun;13(6):668-70

Hu et al. Medicine (Baltimore). 2017 Sep; 96(36): e7991


Texto por

Natália Nunes

Coordenadora Geral Escola Villeroy

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